“Eu quero que dê certo, não estraga, por favor. Não estraga, não estraga, não estraga. Mesmo que a gente não fique juntos pra sempre. Mesmo que acabe semana que vem. Nunca destrua o meu carinho por você!”

Tati Bernardi

Eu quero que dê certo, não estraga, por favor. 
Não estraga, não estraga, não estraga. 
Mesmo que a gente não fique juntos pra sempre. 
Mesmo que acabe semana que vem. 
Nunca destrua o meu carinho por você!

Tati Bernardi

Menos atenção, não de maneira que ele a esqueça, mas de maneira que ele a lembre. Menos declarações, não de maneira que ele acredite no seu desamor, mas de maneira que ele sinta sua falta. Menos elogios, não de maneira que ele não se sinta valorizado, mas de maneira que ele acredite que quando falar será sincera. Menos mimos, não de maneira que ele se sinta carente, mas de maneira que ele queira só o seu aconchego. Menos ciumes, não de maneira que pareça indiferença mas de maneira que mostre segurança.

Menos porque demais enjoa, demais perde o cheiro de novidade. O mais torna-te dispensável, a falta torna-te insubstituível.

"Não era. Era outra coisa. Restou uma dor profunda, mas poética. Estou cega, ou quase isso: tenho uma visão embaraçada do que aconteceu. É algo que estimula minha autocomiseração. Uma inexistência que machucava, mas ninguém morreu. É um velório sem defunto. Eu era daquele homem, ele era meu, e não era amor, então era o que? 

Dizem que as pessoas se apaixonam pela sensação de estar amando, e não pelo amado. É uma possibilidade. Eu estava feliz, eu estava no compasso dos dias e dos fatos. Eu estava plena e estava convicta. Estava tranqüila e estava sem planos. Estava bem sintonizada. E de uma dia para o outro estava sozinha, estava antiga, escrava, pequena. Parece o final de um amor, mas não era amor. Era algo recém-nascido em mim, ainda não batizado. E quando acabou, foi como se todas as janelas tivessem se fechado às três da tarde num dia de sol. Foi como se a praia ficasse vazia. Foi como um programa de televisão que sai do ar e ninguém desliga o aparelho, fica ali o barulho a madrugada inteira, o chiado, a falta de imagem, uma luz incômoda no escuro. Foi como estar isolada num país asiático, onde ninguém fala sua língua, onde ninguém o enxerga. Nunca me senti tão desamparada no meu desconhecimento. Quem pode explicar o que me acontece dentro? Eu tenho que responde às minhas próprias perguntas. Eu tenho que ser serena para me aplacar minha própria demência. E tenho que ser discreta para me receber em confiança. E tenho ser lógica para entender minha própria confusão. Ser ao mesmo tempo o veneno e o antídoto. 

Se não era amor, Lopes, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não sabe se vai ser antes ou depois de se chocar com o solo. Eu bati a 200Km/h e estou voltando a pé pra casa, avariada.

Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez seja este o ponto. Talvez eu não seja adulta suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, Lopes, de acreditar em contos de fadas, de achar que a gente manda no que sente e que bastaria apertar o botão e as luzes apagariam e eu retornaria minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? 

Eu nunca amei aquele cara, Lopes. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, era sacanagem. Não era amor, eram dois travessos. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor.”

Martha Medeiros - Divã

Hoje eu entendo claramente o porque de ter sído um amor verdadeiro. Porque não foi real, foi um sonho. Eu coloquei na minha cabeça momentos que não existiram, mais que sim poderia existir. Sentimentos que não foram reais. Não teve fim, porque não teve começo. Sempre imaginei como seria se eu namorasse ele, como seria se fossemos em um shopping ver um filme, se ele ía pagar a pipoca, qual filme veríamos, e se no final íriamos comer uma pizza ou então tomar um sorvete. Sempre imaginei como seria na escola, se ele ficaria agarrado comigo ou se a gente ía ficar sentados conversando. Sempre imaginei como seria se a minha mãe conhecesse ele. Sempre imaginei como seria quando ele me apresentaria pros amigos. Sempre imaginei como seria quando eu/ele postasse uma foto nossa se beijando numa rede social e as pessoas comentando. Sempre imaginei como seria as nossas brigas por ciúmes ou coisas fúteis. Sempre imaginei como seria os nossos beijos ou abraços roubados. Sempre imaginei se iríamos chorar se um dos dois falasse em terminar. Sempre imaginei como seria se ficarmos pra sempre juntos. Sempre imaginei como seríamos em uma festa, se ficariamos agarrados ou se cada um ficasse com seus amigos. Sempre imaginei como seria quando eu conhecesse sua familia. Sempre imaginei como seria o nosso tal namoro, e se seria tão perfeito como eu imaginava. Sempre te imaginei como o homem perfeito pra mim. Sempre te imaginei acordando com uma cara de sono e me dando um beijo de bom dia. Sempre imaginei como seríamos se se falarmos todos os dias no telefone. Sempre imaginei como seria a minha reação quando você me mandasse um sms de madrugada dizendo que me amava. Sempre imaginei como seria se um dia você verdadeiramente gostasse de mim. Sempre imaginei como seria nós dois na beira da praia jurando amor eterno. Sempre imaginei como seria o seu sorriso quando me visse, mais me amando…. Sempre imaginei mil coisas, sempre fantasiei uma suposta história nossa, que nunca aconteceu, há não ser na minha cabeça, nas minhas ilusões e nos meus sonhos. Mais como sonhar faz bem, eu sonho, isso não quer dizer que um dia o sonho virá a se realizar. E talvez eu nem queira que esse sonho se realize, talvez esse sonho fique só no sonho e nada além. Porque pelo menos nos meus sonhos eu ainda te vejo como o homem “perfeito”, que te queria na minha vida. Como o pai dos meus filhos. Nos meus sonhos te vejo como o princípe encantado, mesmo na vida real você sendo o mais sapo de todos. Mais não tem problema. Um grande amor nos sonhos e uma paixão passada na vida real. Faz parte da vida. E por mais que não houve uma história de amor, o que me conforta, o que me faz sorrir lembrando, é que houve uma história na parte da amizade. Não era uma amizade perfeita e nem conseguiria ser, mais houve carinho, ouve afeto, ouve algum tipo de amor. Não foi eterno, o sentimento mudou, o tempo passou. E o tal “sonho” durá o tempo necessário…

As coisas mais lindas em nossas vidas acontecem nas horas que menos esperamos.. E assim aconteceu. Eu não esperava por você, não esperava viver a história mais linda da minha vida. Não esperava ficar maluca em ouvir o seu nome apenas. Não esperava! Antes de te conhecer eu achava que amava outro homem, eu achava que esse outro era o único homem que eu poderia amar em toda a minha vida. Que estranha essa vida não? A gente acha que estava vivendo a história mais linda de amor, mas é apenas mais uma.. A gente acha que vai amar apenas um, e ai aparece outro.. A gente acha e sempre vai achar, porque o melhor é o momento, e o momento é você! (…) Eu novamente me enganei. Quando eu menos esperei, você apareceu, como quem não quis anda e me encantou.. Da amizade virou amor! Eu amei? Eu me apaixonei? Eu gostei? Ora é sentimento forte que traz felicidade, ora é fraco que traz arrependimento. O que eu sinto por você é algo que eu nunca senti por nenhuma outra pessoa. Sabe por quê? Porque nenhuma pessoa vai ser igual a outra, nenhuma vai ser substituível, o legal é viver o momento, se entregar e não tentar entender o tal sentimento! Só de lembrar você, dói. Querer te ter por perto, dói. Ver fotos suas também dói em mim.. Se dói porque gosto tanto? Não sei, mas dói e amo! Mas talvez dói tanto por estar tão longe.. Dói! Sei que você mudou o meu jeito de pensar e de agir… E eu tinha medo, medo dessa distância.. Mas agora sei que vivo a realidade, a minha pior realidade. Dói não poder falar contigo.. Dói lembrar do teu sorriso, e não poder sorrir contigo. Dói não poder te ver e não poder te beijar. Dói não poder dizer como sinto sua falta, dói mais ainda saber que eu poderia não ter sido nada pra você e ainda sim você era tudo o que eu precisava. Mas tudo passou, tudo passa. Acabou! Hoje eu não sei como você está, não sei se você pensa em mim como eu penso em você, não sei da sua vida, não sei dos teus sentimento, nem se de mim sente falta.. Não sei o que você realmente sentiu por mim e o que eu senti por ti, só sei que sinto falta! E do inicio ao fim foi verdadeiro da minha parte!